Ouro Branco é um municipio do estado de Minas Gerais. A cidade de Ouro Branco é considerada a 40ª melhor cidade do Brasil para se viver e ocupa a primeira posição no ranking das melhores cidades do estado de Minas Gerais. História – Nem tudo foi sofrimento para aqueles que desbravaram as Gerais em busca de ouro e pedras preciosas. Havia também momentos de pura admiração, quando a ânsia e a ganância davam lugar ao simples deleite de ver, de sentir. A imagem da serra de Ouro Branco, majestosa, certamente tornou mais amena a vida daqueles homens. Um verdadeiro monumento natural à contemplação. Ouro Branco nasceu no caminho do ouro e foi uma de suas fronteiras. A primeira mina das Minas Gerais foi encontrada em Itaverava, uma cidade próxima. Não demorou para que os aventureiros percebessem que toda a região era um grande depósito aurífero, que se estendia até os fabulosos veios de Ouro Preto e Mariana. Estava nos leitos dos rios, na beira do caminho, aos olhos de todos. Ouro Branco era um desses lugares. O metal precioso parece ter acabado, restando as histórias e uma natureza privilegiada. Mesmo assim, ainda persistem muitos boatos: uma das pontas da serra, no distrito ouro pretano de Miguel Burnier, concentra incríveis reservas de ouro. Tudo leva a crer que o segredo é muito bem guardado, o que aumenta as suspeitas. Afora as lendas, resta a presença onipotente da natureza: verdadeiro tesouro para o turismo. Do alto da serra é possível avistar Ouro Branco, as cidades de Conselheiro Lafaiete e Congonhas e a Barragem do Soledade. Na serra de Ouro Branco nasce a cadeia de montanhas denominada Espinhaço. Tudo em meio a um cenário que oculta corredeiras, cachoeiras e esplendidos mirantes. Ainda na serra, seguindo em direção a Ouro Preto, está o distrito de Itatiaia. O arraial contém construções remanescentes do século XVIII, sobressaindo por entre as montanhas. No distrito está localizada a Igreja de Santo Antonio do Itatiaia, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Atraídos pela existência de ouro, em fins do século XVII, ex-integrantes da bandeira de Borba Gato, desbravaram a região da atual Ouro Branco. O bandeirante Miguel Garcia, lá encontrou ouro que tinha uma coloração esbranquiçada, ficando assim conhecido com ouro branco. Em 16 de fevereiro de 1724, durante o governo de Dom Lourenço de Almeida, o arraial foi elevado à categoria de freguesia colativa, sendo considerada uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. A construção da Igreja Matriz de Santo Antonio de Ouro Branco data de 1717, tendo sido, provavelmente, concluida em 1779. A diferença de sessenta de dois anos é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos. Ouro Branco foi distrito de Ouro Preto, tornando-se municipio em 1953. A cidade ainda guarda bens históricos como a Capela Nossa Senhora Mãe dos Homens e a Igreja de Santo Antonio de Itatiaia também são século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a Casa de Tiradentes, situada à margem direita da Estrada Real. Houve vários ciclos econômicos em Ouro Branco, que se inciaram com o ciclo do ouro, depois, o ciclo da uva, posteriormente, o ciclo da batata, e atualmente, a atividade preponderante é a industrial, que iniciou-se com a instalação da então empresa estatal Aço Minas Gerais S/A, em 1976, atual Gerdau Açominas S/A, que inagurou o ciclo do aço. Atualmente funciona em Ouro Branco um dos campus da Universidade Federal de São João Del Rei, conhecido como Campus Alto Paraopeba, onde existem cinco cursosde Engenharia, os quais são: Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Mecatrônica, Engenharia Química, Engenharia de Bioprocessos e Engenharia Civil. O Campus funciona no local conhecido como “Escritório Central”, pois era o centro administrativo da Açominas S/A, durante o período em que era estatal. A Serra doOuro Branco – A Serra do Ouro Branco tem uma área aproximada de mil seiscentos e quatorze hectares e está localizada no municipio de Ouro Branco. É uma elevação abrupta, formada por um paredão com cerca de vinte quilômetros de extensão a sudeste, que delimita um planalto cuja altitude varia entre mil duzentos e cinquenta e mil quinhentos e sessenta metros e encostas ingremes a nordeste. Os solos em sua grande maioria, são arenosos, oriundos de rochas quartzíticas e uma pequena porção, a nordeste, é constituida de solos argilosos, provenientes da formação mineral tipo itabirito. É considerada o marco inicial sul da Cadeia do Espinhaço, que compreende um grupo de serras com altitude variáveis, ao longo de mil e cem quilômetros de extensão, até a Bahia. Essa cadeia abriga um dos mais ricos ecossistemas do mundo, os campos rupestres. A vegetação de campos rupestres é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartizitica. Esse mosaico é constituido de cinco formações: grupos graminoides, afloramento rochosos,matas de galerias e capões, campos brejosos e campos velózias (canela-de-ema). Essa diversidade de ambientes condiciona uma flora rica, diversificada e endêmica (ocorrência restrita). No topo da serra, o bioma tem uma biodiversidade pouco conhecida e preservada. A serra do Ouro Branco é uma importante área de recarga das bacias do rio Paraopeba e rio Doce. Apresenta uma grande quantidade de nascentes e cursos d’água, que, em sua maioria, formam o Lago Soledade. Além disso, fornece toda água que é consumida pela cidade de Ouro Branco. Turismo – Além das belezas naturais, está entre as atrações o conjunto arquitetônico e paisagístico da Capela de Santana e a casa sede da Fazenda Pé do Morro, localizada a quatro quilômetros da área urbana, aos pés da serra de Ouro Branco e ás margens da Estrada Real. A origem do local é do século XVIII, e pela importância patrimonial foi tombado pelo IEPHA em dezembro de 2009. Turismo é a palavra de ordem e traduz a grande vocação de Ouro Branco. Suas belas paisagens proporcionam uma entrada gloriosa no Circuito do Ouro, do qual a cidade faz parte. A Estrada Real, hoje asfaltada, carrega consigo anos e mais anos de histórias. A serra de repente aparece e se impõe não como um desafio. Já o foi em épocas passadas. Hoje é apenas a fronteira de um mundo diferente, cuja narrativa foi escrita com ouro, suor e pedras preciosas. Quem viaja por estes caminhos exercita mais que o prazer da descoberta; passa a escrever e se torna parte da história das Minas Gerais. Inesquecível!














Exibições: 313

Membros

ENCONTRE

Veja alguns dos tipos de projetos que você vai encontrar aqui:

© 2014   Criado por CasaPRO.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço