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Designer, Decorador ou Arquiteto?

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Designer, Decorador ou Arquiteto?

Existe preconceito contra Designer de Interiores? Este é um profissional apenas para "combinar almofadas?" ou você concorda que sua função também é importante no mercado. De sua opnião?

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Paulo Oliveira

Designer, Decorador e Arquiteto - definições 1 resposta 

Iniciado por Paulo Oliveira. Última resposta de Deyse Neves Novo 26. Ago, 2009.

Rubens Ascoli

designer, decorador ou arquiteto

Iniciado por Rubens Ascoli 15. Ago, 2009.

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Adalgisa Ewald Comentário de Adalgisa Ewald 1 dia atrás
Olá! Tambem não concordo, porque eu fiz um curso de decoração que durou um ano e mesmo assim tive que estudar fora do curso em busca de mais infrormações para poder ter um bom desempenho nos meus trabalhos, e sempre pensei em cursar designers de interiores, pela seriedade do curso. Sou da mesma opinião da Gabriela..Bjs
Gabriela Peixoto Comentário de Gabriela Peixoto 1 dia atrás
Bom dia pessoal,
Gostaria de saber o que vocês acham de um curso de formação para Designers de Interiores que dura apenas 6 meses e forma profissionais. Eu particularmente não concordo, acho que para nós Designers que estudamos 2 anos ou mais, já falta informações, imagine apenas 1 semestre? Obtive essa informação na revista deste mês Casa e Decoração na pág. 122. Não vou divulgar o nome do local que será ministrado esse curso por etica, mas que acho triste que isso esteja acontecendo acho. Bjos
Carolina Soares Comentário de Carolina Soares em 16 dezembro 2009 às 18:18
Acredito que independente da formação acadêmica e do que aprendemos na prática, seja arquiteto, decorador, projetista, designer cada um tem que atuar dentro daquilo que realmente sabe, e pode se responsabilizar posteriormente, pois quando trata-se de construção e afins, não é brincadeira, não estamos falando de montar uma maquete em tamanho real, é trabalhar dentro das possibilidades reais de cada projeto. Independente do curso que fez, o bom profissional se faz sobre a capacidade de cada um ao por em prática aquilo que aprendeu.
ROBSON GONZALES Comentário de ROBSON GONZALES em 2 dezembro 2009 às 19:52
Oi Paulo.
Concordo sim com o trabalho em conjunto, acho coerente abrirmos diversas frentes de trabalho, mas faço uma ressalva: Para se aventurar em outros terrenos, domo LD, fazer cursos de especialização de qualidade, é excencial.
Infelizmente os cursos técnicos e superiores (principalmente de faculdades medíocres), lançam no mercado muitos profissionais que não estão preparados.
Sei também, que 90% da formação profissional depende diretamente do interesse do aluno, pois temos profissionais promissores formados em faculdades medianas, e profissionais medianos formados em excelentes cursos.
Seguindo sua diretriz, como exemplo, todos os formandos em arquitetura a partir deste ano, terão uma formação básica (arquiteto), caso queira ser paisagista, terá que fazer um curso de extensão, e assim por diante, com urbanismo, restauro, etc. Então quem estuda mais, tem mais qualificaçao profissional. Hoje, o unico caminho para termos um Conselho Federal, é o reconhecimento da profissão, que segundo fontes do senado, a regulamentação de qualquer profissão não é prioridade de votação, pois em geral, eles negam, alegando que é reserva de mercado. Inclusive, um dos projetos de lei para reconhecimento da Profissão Designer de Interiores teve parecer contrario do Relator, em fevereiro deste ano. Projeto este feito através da AMIDE (associação mineira de Decoradores).
A profissão de arquiteto é reconhecida, com direitos e com deveres, com normas, diretrizes e atribuíções exclusivas, por isso temos limitações (como Designers) para produzir neste campo que está reservado aos arquitetos.
O mesmo acontecerá quando a profissão de Designer de Interiores for reconhecida, pois provavelmente limitaremos os profissionais somente aos que fizeram especialização para tal.

Hoje, trabalho em conjunto com outros profissionais (Designers, Arquitetos e paisagistas), então quando o cliente pede o projeto de paisagismo, digo que não faço, mas tenho um paisagista parceiro, que deixará tudo perfeito, e coloco os dois em contato. Fazer 1 projeto de cabo a rabo (arquitetura, interiores e paisagismo, com todos os desenhos necessários), com orçamentos e acompanhamento da execução, até é possível se voce tiver apenas 1 cliente, pois se outro cara aparece e te pede um novo projeto,aí alguém será mal atendido, por isso ter parceiros e um trabalho focado em determinada área é muito importante.

Como todos aqui, também tenho q matar um leão por dia, e pior, as vezes o leão foge....

abraço

Robson
Paulo Oliveira Comentário de Paulo Oliveira em 30 novembro 2009 às 0:56
Robson,
o CONFEA já mostrou que não é o melhor lugar para estarmos, tanto que até os arquitetos estão "pulando fora" e montando o seu próprio conselho. Anos lá dentro lutando contra um conselho dominado por engenheiros, tendo as suas solicitações negadas ou tidas como menos importantes. Não será diferente conosco ainda mais sendo novatos no "espaço".
O mais coerente é nos unitmos ao pessoal do Design que está lutando por um conselho próprio feito por e para Designers. É mais coerente.
Olhando seus projetos fica fácil perceber do porque não se importar em atuar apenas com interiores. Mas para nós que temos de matar um leão por dia, com projetos comuns e nem menores, restringir o nosso conhecimento apenas aos interiores é apunhalar-se.
O que aprendemos nos cursos nos leva bem além de 4 paredes internas. Cada um especializa-se naquilo que mais se identifica... alguns em paisagismo, outros em mobiliário (incluindo o urbano), outros em lighting (como eu) e assim por diante. Portanto, querer restringir a atuação a 4 paredes é o mesmo que restringir o médico a apenas aplicar injeções.
Não é questão de sobreposição profissional e sim de habilitação e concorrência de mercado. Se você aprendeu a projetar móveis, creio que saiba perfeitamente como projetar o mobiliário e equipamento urbano. Se você teve paisagismo em seu currículo, creio que seja perfeitamente capaz de projetar um jardim. Se você aprendeu iluminação, creio que seja perfeitamente capaz de iluminar coerentemente uma fachada, um jardim, uma praça ou um monumento sem descaracteriza-los.
Sobre mercado veja bem, um cliente compra uma casa e tem toda a parte de interiores e exterior para fazer. Aí você chega e diz que só pode fazer interiores e o seu preço é X. Ele terá obviamente que contratar um outro profissional para cuidar do exterior. Só que esse profissional sabendo da concorencia coloca interiores+exteriores por X-Y e se for só exteriores X+Y. Fácil saber quem vai levar né? Isso acontece e muito com os reles mortais aqui que não figuram nas revistas, não participam de mostras, etc. Pode ser que para alguns, um cliente a mais ou um a menos não faça diferença, mas para a maioria dos profissionais faz sim, e muita.
Como LD é comum eu ter de projetar luminárias específicas para alguns projetos e aprendi isso observando e com cursos específicos além de ter de intervir na parte elétrica junto com o engenheiro responsável. É interposição de profissões? Não. Apenas parceria profissional. Os dois ganham e o cliente ganha.
emanuel  castelo branco Comentário de emanuel castelo branco em 27 novembro 2009 às 19:54
Ok Paulo, entendi o que pensa sobre atribuições e área de trabalho dos designers. Cada um tem sua maneira de ver as coisas, e eu respeito muito a opinião das pessoas.
Gostaria de encerrar minha participação nesse debate desejando sucesso e vitórias para a luta dos designers de interiores e me colocando à disposição naquilo que eu possa ajudar.
Foi um prazer participar desse fórum. Deixo meu abraço a todos e especialmente a você, desejando boa sorte.
Emanuel
ROBSON GONZALES Comentário de ROBSON GONZALES em 27 novembro 2009 às 17:02
Paulo, boa tarde!
Gostaria de saber o porque nós, designers de interiores, não queremos fazer parte do CONFEA, uma vez que se trata de um conselho federal.... Caso nossa profissão seja regulamentada dentro dos próximos 10 anos e o CONFEA seja o orgão regulador, como faremos?
Como designer de interiores, acho q nosso trabalho deva se restringir somente aos interiores, deixando que a área externa seja cuidada pelo paisagista/arquiteto assim como o mobiliário urbano (ponto de ônibus, etc). Pois como não desejamos que profissionais não habilitados trabalhe em nossa área(interiores), seria salutar tamb´´em que não façamos intervenções na área deles, não acha?

abraço

Robson
Paulo Oliveira Comentário de Paulo Oliveira em 27 novembro 2009 às 16:58
Olá Emanuel,
o final de seu comentário explica o porque dessa tua visão sobre equipes. Não é a toa que consegue visualizar a importancia do trabalho em equipes multidisciplinares.
Mas para não ficar novamente muito extenso o meu comentário, vou diretamente ao foco> as ARTs.
Você diz que os CREAs fiscalizam o exercício profissional e sim, fiscalizam mesmo e é a função deles. Porém como estes podem exigir do designer uma ART que lhe é negado o direito de recolhê-la?
Não somos cadastrados no CREA primeiro porque eles não nos aceitam e segundo porque não vemos no CREA a entidade ideal para defender os nossos interesses/direitos profissionais - assim como os arquitetos também não vêem tanto que estão pulando fora e tentando criar um conselho exclusivo.
No entanto, querer alegar exercício ilegal de profissão à um designer devidamente habilitado para exercer determinadas funções é no mínimo risível. O nosso diploma tem menos valor que o dos arquitetos ou engenheiros? Tudo o que esmiuçamos sobre projetos na academia não são conhecimentos? Não tem o mesmo valor que os de outros profissionais?
Essa questão do exercício ilegal me instiga uma outra questão: porque os CREAs não vão fiscalizar as construções nas vilas, feitas sem projetos e por pedreiros? É, me refiro exatamente aos puxadinhos que proliferam e botam familias e comunidades em risco constante. Porque vem em cima de nós, devidamente formados e habilitados para tal exercício?
Tem alguma coisa muito estranha nisso não acha?
Então, se quer fiscalizar, que ao menos aceite o nosso diploma como PROVA de qualificação para tal exercício profissional e não com fazem: chegam berrando, metem multa e embargam as obras e nao querem saber de mais nada.
No mais, os designers não se metem com coisas fora de sua alçada. Saemos muito bem para que fomos formados e quais nossos limites - que não tem absolutamente nada a ver com "viver na sombra", afinal arquitetos tbm vivem na sombra dos engenheiros - exatamente para não colocarmos os usuários em risco. Caso necessário, existem profissionais como você que podemos contar como parceiros que irão tomar conta da parte que lhe cabe no projeto. E assunar as devidas ARTs do SEU conselho.
A responsabilidade técnica dos designers onde fica? Pois é, a minha está muito bem explicitada em meus contratos. Não sei dos outros todos, mas conheço vários profissionais de design que já adotaram essa prática de especificar detalhadamente sobre a responsabilidade técnica no contrato. Ao menos até que a regulamentação aconteça e possamos contar com um conselho federal próprio que regulamente, normatize e fiscalize o exercício profissional, sem ingerências de outras áreas que insistem em nos reduzir.
abs e sucesso
emanuel  castelo branco Comentário de emanuel castelo branco em 27 novembro 2009 às 14:39
Olá Paulo,
Agradeço pelas suas palavras e pela forma simpática como tem respondido ao nosso entendimento sobre os questionamentos levantados neste espaço. Veja... entendo que o designer é um profissional novo no mercado e como tudo que é novidade, gera resistência por parte daqueles que não aceitam mudanças, principalmente porque imaginam que vão perder espaço, sobreamento nas suas atribuições, etc... Na verdade, não é fácil quebrar paradigmas! Foi assim desde o começo da história da humanidade.
Lembra da Revolução Industrial? As pessoas imaginavam que íam perder seus empregos, que o homem ía ser escravo da máquina... Tem até um filme do Charles Chaplim que enfoca esse drama.
Pois bem... essa dicotomia entre arquitetos e designer de interiores se reveste da mesma disputa por espaço de trabalho, acho que é uma querela que faz parte do processo. Lembro que a mesma coisa existiu e ainda existe um pouco entre engenheiros e arquitetos. Só acho que desde que as atribuições fiquem bem definidas - e isso deve ficar registrado em lei - não há porque se preocupar com quem está invadindo o espaço do outro, pois na verdade todos estamos no mesmo barco.
Claro que um projeto não pode ser pensado isoladamente! Acho que temos que pensar o espaço arquitetônico como um todo, e todos os profissionais que fazem parte da arte de projetar devem estar envolvidos e interagindo neste processo.
Ninguém pode pensar que sabe fazer tudo, que é um semi-deus, mas uma equipe multidisciplinar pode pensar melhor um projeto em todos os seus detalhes construtivos.
Creio que cabe ao arquiteto pensar no partido do projeto baseado nas informações que lhe são passadas desde o levantamento topográfico(planialtimétrico), estudos geotécnicos para definições do sistema construtivo, programa de necessidades, levantamentos de dados no plano diretor do município onde vai ser implantada a edificação, viabilidade econômica do projeto,se é compatível com a disponibilidade de verba do proprietário (pré-orçamento), estudo de conforto térmico, estudo de sustentabilidade (impacto ambiental), enfim, uma quantidade enorme de informações onde todos deverão participar, inclusive o designer de interiores, porque os ambientes deverão refletir a arquitetura proposta para atender aos anseios do proprietário e de suas necessidades. Neste momento, todos deverão estar pensando em conjunto para que haja um sincronismo na idéia proposta.
O designer não poderá querer que suas idéias prevaleça em detrimento do trabalho do arquiteto ou vice-versa. Deverá haver um perfeito entendimento e uma preocupação primordial que atender ao cliente.
Hoje quando estou desenvolvendo os meus projetos, procuro desenvolvê-los em equipe, fazendo uma compatibilização de projetos, porque no final quando o projeto executivo for entregue para o cliente, o construtor não terá problemas na obra, porque tudo já foi visto e revisto.
Agora caro amigo, só queria te lembrar uma coisa... é que existe uma fiscalização por parte dos CREAS que irão cobrar dos profissionais envolvidos em um trabalho, uma coisa chamada ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) que se a obra não for registrada no Conselho com a devida ART de cada profissional (engenheiro construtor, arquiteto, designer,etc...) e aí vem o problema!
Existem Câmaras Especializadas dentro do Conselho que cobram da fiscalização dos CREAS essas responsabilidades, e caso o profissional não seja registrado, ou esteja em desacordo com a lei, poderá responder processo por exercício ilegal da profissão na Polícia Federal.
Portanto Paulo, é necessário que estejamos atentos às questões legais em primeiro lugar, porque dela depende o exercício das nossas profissões. Não vai aqui a intenção de discriminação, mas se não tomarmos uma atitude em legalizar a situação, corremos o risco de estar infringindo o código penal, e não é por aí que vamos resolver a questão.
Gosto muito da maneira como defende as suas posições. Te confesso que me comovo diante de uma luta como a de voces (designers), pois eu mesmo já passei por isso.
Antes de ser arquiteto, fui projetista. Minha primeira graduação foi em Desenho UFPI, depois foi em Arquitetura pela mesma Universidade, pois sofri muita cobrança porque atuava na área de arquitetura, então a melhor maneira que achei de resolver o problema foi me graduando em arquitetura também. Depois fiz uma pós-graduação em Design Estratégico. Agora estou pensando em cursar um mestrado na área de projetos, pois acho que o conhecimento hoje deve ser contínuo, as informações tecnológicas estão cada vez mais rápidas e não podemos também parar!
É isso aí prezado colega. Receba um forte abraço e desejos de muito sucesso para você e todos que militam nessa nossa seara tão conturbada, mas tão gratificante!
Emanuel
Paulo Oliveira Comentário de Paulo Oliveira em 26 novembro 2009 às 17:25
Olá Emanuel,
concordo contigo em vários pontos e vejo que você não é apenas "mais um arquiteto deus" como muitos por aí.
A questão da Lei 5.914/66 vc mesmo deixa bem claro: ela regulamenta o exercício do arquiteto e do engenheiro e NÃO a do designer. Portanto não tem validade sobre a nossa atuação profissional.
Veja bem, na CF diz que "é livre o exercício profissional desde que atendidas as disposições da Lei". Esta Lei, no nosso caso que não somos regulamentados, não temos um conselho federal ou qualquer apoio restringe-se então às Leis que versam sobre formação profissional = MEC. Dentre elas estão as matrizes curriculares mínimas (disciplinas, ementários, conteúdos, conhecimentos, etc etc etc) que formarão o futuro designer. Logo, se eu aprendi a projetar um mobiliário, por exemplo, porque o meu conhecimento tem de ficar restrito "ao interior de edificações" e não posso fazê-lo para uma área pública, por exemplo como um ponto de ônibus, bancos para praças, etc? Não vejo fundamento legal e tampouco acadêmico para coibir/proibir esta atuação.
Vocês fazem o que fazem baseados em que? Na formação acadêmica, nos conhecimentos adquiridos dentro da universidade e são estes que determinam o que podem ou não fazer, estou correto? Então porque para com os designers tem de ser diferente? É no mínimo hipocrisia isso.
Vejo que você tem uma visão macro (equipe) muito bem elaborada e aberta, bem longe da reducionista de outros profissionais de arquitetura e te parabenizo por isso. Porém ainda assim, sinto que você cita o designer mas não especifica a sua atuação como o fez com arquiteto e engenheiro. Mas só de você dar a oportunidade de ver inserido dentro de sua equipe - numa hipótese - um designer, já demosntra que você tem uma visão positiva sobre a inter-relação das áreas para o produto final.
Creio que o que falta realmente para a maioria dos que se colocam contra a atuação dos designers, especialmente os de interiores/ambientes, é informação adequada e correta e deixar de viver nos "achismos", nos disse-me-disse, nos "me falaram" e por aí vai.
abs
 

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