· Família: Anacardiaceae
O cajuí é um arbusto pequeno e lenhoso, com 0,60 a 0,80 m de altura por 0,40 a 0,60 m de diâmetro é encontrado nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo. Suas folhas são alternas, simples, coriáceas, sem pêlos ou com pêlos densos, curtos e fracos. Nervura mediana, grossa, saliente na face inferior. Flores pequenas, brancas, rosadas ou amarelo-brancacentas, com estrias arroxeadas na base, dispostas em cachos. Seu fruto verdadeiro noz com cerca de 1,5 a 2 x 1 cm, acinzentado, reniforme, brilhante – semente única. Pseudofruto carnoso suculento, em forma de pêra, de coloração que varia do amarelo pálido ao vermelho escuro. Dimensões do pseudofruto de 3 a 4 cm de comprimento por 2 a 3 cm de diâmetro e peso de 4 a 10 g. Cor da polpa branco-amarelada. O caule subterrâneo tem a particularidade de armazenar água necessária para que a planta resista às secas prolongadas. Os ramos só crescem entre setembro de um ano e junho do seguinte, ou seja, durante a estação chuvosa. Esta espécie depende qualitativa ou quantitativamente da queimada para florescer, se esta ocorrer no período da seca ou em dias mais curtos. Apresenta acima de 80 flores por inflorescência e uma relação aproximada de 4:1 entre flores masculinas e hermafroditas, sendo este um caráter de grande importância a ser considerado em melhoramento genético. É uma planta melífera. O uso medicinal popular do cajuí abrange praticamente toda as partes da planta. O chá da raiz é purgativo; mas também é usado para tratar diabetes e reumatismo quando macerado em vinho. A casca é estimulante e usada também como gargarejo para inflamação da garganta. As folhas e a casca são empregadas no combate à diarréia e como expectorante. Como tintorial, a casca fornece tinta e ainda é usada em curtumes devido à grande quantidade de tanino. O pseudofruto tem a mesma utilização do cajueiro, sendo empregado na confecção de sucos, sorvetes, geléias, doces ou podendo ser consumido ao natural. Apresenta bons teores de vitamina C. A castanha produz óleo cáustico e após torrada fornece amêndoa comestível, muito saborosa. As folhas segregam líquido viscoso e perfumado. Com a fermentação da polpa, obtém-se uma espécie de vinho ou aguardente, muito apreciado na região. A propagação é feita por sementes e raízes germiníferas, e a viabilidade da semente diminui em cerca de um mês. Cada quilograma contém cerca de 770 sementes.
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