Onde outros enxergam apenas lixo, o paulistano Nido Campolongo vê matéria-prima para as peças que desenvolve desde os anos 80, quando vislumbrou nas bobinas das fábricas de papel um jeito novo de criar. Cenógrafo, designer gráfico e de produto e artista plástico, iniciou a carreira na adolescência, na tipografia do pai, onde começou a produzir sacolas de papel reciclado. Depois, fez quatro anos de engenharia civil, mas trocou a faculdade por cursos livres de desenho e de gravura. Em 1981, abriu seu ateliê e seguiu pelo viés sustentável, que envolve ainda mão de obra de comunidades carentes. Hoje, produz divisórias de parede, pastilhas, tecidos, móveis e até argamassa com material reaproveitado. Recentemente, inventou um modo de transformar o lodo residual da indústria do papel em reboco e em tijolos cônicos. E continua buscando novas possibilidades: agora, anda às voltas com embalagens pet e lacres de hidrômetros industriais descartados que, provavelmente, vão virar luminárias de jardim. “Minha obra é resultado de constante pesquisa”, conta.

 

1. Aros de papelão formam a Estante Anéis, que também pode ser usada como divisória. Cada aro, de 40 cm de diâmetro, custa R$ 200.

2. Este tecido de papel, outra alternativa para separar ambientes, leva papelão duro e linha de poliéster com parafina. R$ 500 o m².

3. A Luminária Lua, com aro de MDF (1 m de diâmetro) e cúpula de papel parafinado, sai por R$ 1 500.

4. Com tampo de vidro (1,33 m de diâmetro), a Mesa Cone traz base de cones plásticos de linha. R$ 1 200.

5. De MDF, a Banqueta X (70 cm de altura) custa R$ 400.

Reportagem: Denise Gustavsen (texto) e Deborah Apsan (visual)/Fotos: Levi Mendes Jr.
(Preços pesquisados em São Paulo em julho de 2011)

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